Eu coloco sempre as coisas num singular, me faz mal, nos fez mal.
Mantenho um sorriso constante cheio de incertezas e desgovernados sentimentos confusos, sou carente, sou desqualificado para um concurso de beleza
Porque ele é legal comigo? Porque me chama de lindo, me faz carinho, me manda beijos?
Porque eu não sei como é uma amizade sem confundir tudo? Porque essa carência atrapalha tudo?
Eu vejo sempre um azul onde só cabe um não.
Traço pontilhados numa folha em branco perto de palavras em braille.
Pinto música numa tela de seda para ver se alguém me nota
Perco meus dedos no meio dos meus cabelos, num movimento de auto-piedade misturado com desejo de afago.
Conto as luzes no céu como conto uma música para surdos
Busco esperança numa incerteza carnal
Faço labirintos dentro do meu corpo, onde o centro dele é o meu coração
Tudo isso para não me perder
E as borboletas, boa parte encontram-se no meu estômago. E as borboletas.... Ah! Borboletas de tons pastéis - Laranja, vermelho, amarelo, verde, azul, roxo.
Meus olhos traçam perigosas e inatingiveis metas de conquistas, porém, sei que nenhuma delas é válida para mim.
Adoraria encontrar esse alguém na cama e dizer "Bom dia, meu amor."
Mas por fora, como já fora-me dito... Um Dry Martini, uma casca.
Maldita foi a página negra que Deus insistiu em escrever a minha fatídica vida .
Desabafey.
Bom dia rosas negras, hoje vou regar vocês.
Música da noite - Ludov - Durma bem
Um comentário:
amo vc.
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